A INJUSTIÇA EPISTÊMICA PRATICADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO NA AÇÃO PENAL

RELATÓRIO DA DEFENSORIA PÚBLICA COMO BASE CRITICA

Autores

  • Adriano Silva Rodrigues UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS

Palavras-chave:

Reconhecimento, Injustiça, Fotográfico, Processo Penal.

Resumo

Este artigo examina o papel do Ministério Público (MP) na persecução penal à luz do conceito de injustiça epistêmica, explorando as implicações de sua atuação dual como custus legis e parte acusadora. Baseando-se em um relatório da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, o estudo destaca casos de prisões preventivas fundamentadas em reconhecimento fotográfico falho, posteriormente invalidadas por instâncias superiores. A análise utiliza o conceito de injustiça epistêmica, proposto por Miranda Fricker e expandido por Jennifer Lackey e Janaína Matida, para discutir como a postura acusatória do MP pode desconsiderar provas exculpatórias, reforçando vieses que afetam grupos vulneráveis.

Adotando uma perspectiva garantista, o estudo propõe uma revisão das práticas institucionais do MP, argumentando que sua função deve priorizar a fiscalização da legalidade e a proteção dos direitos fundamentais. Conclui-se que uma postura comprometida com a imparcialidade e a prudência contribuiria para reduzir injustiças e fortalecer a legitimidade do sistema penal, minimizando a interferência de preconceitos estruturais e promovendo um sistema de justiça verdadeiramente democrático e equitativo.

Biografia do Autor

Adriano Silva Rodrigues, UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS

PUC

 

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Publicado

30/12/2025

Como Citar

Silva Rodrigues, A. (2025). A INJUSTIÇA EPISTÊMICA PRATICADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO NA AÇÃO PENAL: RELATÓRIO DA DEFENSORIA PÚBLICA COMO BASE CRITICA. Revista Da Faculdade De Direito De São Bernardo Do Campo, 31(2), 13. Recuperado de https://revistas.direitosbc.br/fdsbc/article/view/1246