O DIREITO AO BRINCAR COMO PREVENÇÃO ÀS DROGAS

  • Bárbara Fraga Maresch FDSBC
Palavras-chave: Violência Estrutural, Brincar, Drogas, Infância e Juventude

Resumo

O objetivo do artigo é demonstrar, por meio do método dedutivo, que o brincar pode ser instrumento de prevenção às drogas, dado que as questões histórico-econômicas e sociais brasileiras incidem de forma muito negativa na vida de milhares de crianças e adolescentes, principalmente daqueles que possuem reduzidas condições financeiras - a quem dedicamos o estudo - prejudicando seu desenvolvimento sadio. Por outro lado, o brincar se apresenta como ferramenta essencial para a saúde da criança durante seu crescimento, pois a criança se descobre na brincadeira, bem como apreende o mundo de forma lúdica, vivenciando as experiências de forma adequada à sua idade. A criança que brinca constrói uma estrutura psicológica e emocional resiliente e muito mais preparada para enfrentar os desafios do mundo adulto no futuro. Portanto, a ausência do direito ao brincar caracteriza violência à infância. A violência, nas suas mais diversas facetas, expõe os jovens a condições de vulnerabilidade, dentre elas, o uso de drogas, representando para muitas crianças uma forma de escapismo e segurança mental, uma vez que as drogas possuem caráter lúdico, proporcionando prazer e diversão. Restou comprovado que grande porcentagem das crianças que se encontram em situação de vulnerabilidade busca nas ruas atividades que lhe proporcionem brincadeira, diversão e lazer, sendo as drogas um instrumento que permite atingir tal objetivo. Logo, se esses jovens fazem uso das drogas buscando - entre outras coisas, mas principalmente - o lúdico; então a garantia do direito ao brincar representaria uma forma de prevenção ao uso das drogas na infância e juventude.

Publicado
2019-12-06